Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Saúde

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Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Saúde

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    Os impactos do balanço emocional, otimismo e percepções de suportes sobre bem-estar no trabalho de agentes comunitários de saúde
    (Universidade Metodista de São Paulo, 2010-01-28) BARBOSA, Thiago Seixas; SIQUEIRA, Mirlene Maria Matias
    Nas décadas de 60 e 70, os olhares de muitos estudiosos se voltaram para os aspectos positivos da vida. Diversos autores ofereceram sustentação para fortalecer uma nova perspectiva de campo científico, a Psicologia Positiva. Tendo como base teórica o conhecimento de Psicologia Positiva e Psicologia da Saúde, pesquisas estão sendo desenvolvidas para investigar simultaneamente variáveis oriundas destes domínios. Um dos temas colocado sob analise são as emoções, investigadas em diferentes contextos e no ambiente organizacional. Importante salientar a existência de outras variáveis no contexto organizacional que têm sido investigadas à luz da Psicologia Positiva, tais como otimismo, percepções de suporte social no trabalho e percepções de suporte organizacional, algumas delas reunidas para compor modelos preditivos de bem-estar no trabalho (BET), construto multidimensional composto por dois vínculos afetivos positivos com o trabalho (satisfação no trabalho e envolvimento com o trabalho) e um com a organização (comprometimento organizacional afetivo). O presente estudo teve como objetivo analisar a capacidade de predição do balanço emocional (afetos positivos/negativos), do otimismo e de percepções de suporte (social no trabalho e organizacional) sobre as três dimensões de BET. Participaram do estudo 110 agentes comunitários de saúde (ACS), prestadores de serviço de uma prefeitura municipal paulista, com idade média de 38,84 anos, sendo o grupo constituído, em sua maioria, por mulheres e por pessoas casadas. Para a coleta de dados, foi aplicado um questionário contendo sete escalas autoaplicáveis que aferiram as variáveis do estudo. A análise dos dados, todos de natureza numérica, foi desenvolvida utilizando-se subprogramas do SPSS, versão 17.0 para Windows, para cálculos de estatísticas descritivas (médias, desvios padrão e correlações) e estatísticas multivariadas (análises de regressão linear múltipla stepwise). Os resultados do estudo, no que concerne ao seu objetivo principal, que consistiu em submeter a análise um modelo preditivo para BET, demonstraram que os níveis das três dimensões de BET poderiam variar sob o impacto de três preditores: percepção de suporte organizacional, afetos positivos e percepção de suporte instrumental. Como análise geral dos três modelos de regressão calculados, seria possível afirmar que o estado geral de bem-estar dos ACS no contexto de trabalho pode ser fortalecido ou enfraquecido pela atuação de fatores cognitivos que se desenvolvem a partir de percepções da dinâmica social presente no ambiente de trabalho (percepções de suporte social e organizacional) e de um fator de cunho estritamente pessoal contido na estrutura emocional do indivíduo sob a forma de experiências afetivas e aqui referidas com afetos positivos.
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    A memória de curto prazo do universitário e a prática de jogos: um estudo exploratório
    (Universidade Metodista de São Paulo, 2010-03-24) NUNES, Oldemar; OLIVEIRA, Vera Maria Barros de
    Este estudo avalia inicialmente a memória de curto prazo de estudantes universitários; verifica a seguir as modalidades de jogos por esses universitários e a frequência com que os mesmos são praticados e, finalmente, relaciona o nível de memória de curto prazo verificado com a prática de jogos. Parte da hipótese de que a prática de jogos influencia na memória de curto prazo. Utiliza-se do Teste Pictórico de Memória – TEPIC-M de Rueda, F. J. M. e Sisto, F. F., devidamente validado para nossa realidade e de escala auto-avaliativa de prática de jogos de lazer/esporte, a qual visa verificar o tipo de jogo praticado, de movimentação física, raciocínio lógico ou conhecimento e os jogos digitais. Desenvolve-se junto a 100 universitários, de ambos os sexos. Os resultados são analisados por meio do Statistical Package for Social Sciences for Windows, SPSS, versão 12.0. Os níveis de memória de curto prazo encontrados foram muito baixos: Inferior (66%), Médio Inferior (25%); Médio (2%); Médio Superior (6%) e Superior (1%). A prática de jogos em suas diversas modalidades também foi reduzida em Jogos de Movimento, JM, e em Jogos Digitais, JD (25%) e maior em Jogos de Raciocínio, JR (61%). A comparação entre os resultados do TEPIC-M e a frequência de participação em JM, revelou-se positiva, uma vez que os que não praticam nunca JM, 74%, não atingiram sequer o nível médio de memória; o mesmo sendo observado em relação à JD, com 70% dos participantes que não praticam esses jogos, sem atingir o nível médio de memória; e, em relação a JR, uma porcentagem menor (44%) dos que não praticam esses jogos, sem atingir o nível médio de memória, dados que indiretamente, comprovam a hipótese deste estudo.
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    Ausência paterna e suas repercussões sobre o desenvolvimento infantil
    (Universidade Metodista de São Paulo, 2010-02-26) CAMPOS, Mariana Tavares de; VIZZOTTO, Marília Martins
    O presente estudo teve por objetivos a) investigar as repercussões da ausência paterna sobre o desenvolvimento da criança; b) descrever o conteúdo intrapsíquico de crianças com pais presentes e de crianças com pais ausentes no lar. Para tanto foram estudados três casos de crianças em idade escolar que freqüentavam uma instituição não governamental da cidade de Santos e utilizou-se dos instrumentos entrevista semi-estruturada com as mães e Procedimento de Desenho- Estória com Tema com as crianças. A aplicação foi feita nos seguintes termos, pediu-se ao participante que desenhasse uma criança e, em seguida que contasse uma estória sobre o desenho. Após, foi solicitado à criança que desenhasse o pai dessa criança e que contasse uma estória sobre esse mesmo desenho. Optamos também por aplicar o Teste das Matrizes Coloridas de Raven - Escala Especial com as crianças. Embora cada caso tivesse revelado suas peculiaridades, os resultados mostraram indicativos de distúrbios da identidade sexual, desamparo, insegurança, tendências depressivas, além de associação entre a ausência paterna, déficit cognitivo e/ou inibição intelectual. Foi também observado em um dos casos, dificuldades da mãe em permitir que o pai “paternasse”. Concluiu-se que a ausência paterna foi percebida pela criança não somente como a falta da pessoa do pai no lar, mas sim por sua omissão; somando-se ao fato de que a internalização da figura paterna não pareceu determinada pelo laço biológico, mas sim pela possibilidade de oferecimento à criança de identificação e afeto. Entendeu-se com esse estudo que o desenvolvimento psíquico saudável pode ser facilitado pela introjeção das boas figuras materno/paternas pela criança. Sendo assim, estudos dedicados ao tema da paternidade são tão importantes de serem explorados na atualidade quanto o foram aqueles destinados à maternidade ao longo da história da psicologia do desenvolvimento e da psicanálise.
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    Qualidade de vida e eficácia adaptativa de pessoas com obesidade
    (Universidade Metodista de São Paulo, 2010-09-20) SANTANA, Márcia Alves; HELENO, Maria Geralda Viana
    A obesidade é uma doença crônica que vem acometendo, progressivamente, cada vez mais pessoas no mundo. Por ser uma patologia de difícil controle que favorece a eclosão de outros agravos à saúde, é premente a necessidade de realização de pesquisas que possam contribuir para o aperfeiçoamento dos tratamentos, bem como para a melhoria da qualidade de vida e eficácia adaptativa. Sendo assim, a presente pesquisa visou avaliar a percepção da qualidade de vida (QV), a eficácia adaptativa (EDAO) e o funcionamento global (AGF) de pessoas com obesidade, relacionando os resultados obtidos na avaliação da percepção da QV com os da eficácia adaptativa, bem como aos do funcionamento global (AGF). Para tanto, utilizou-se o questionário WHOQOL-100 versão em português para avaliação da percepção de qualidade de vida, a Entrevista Diagnóstica Preventiva – Escala Diagnóstica Adaptativa Operacionalizada (EDAO) para a eficácia adaptativa e a Escala de Avaliação do Funcionamento Global (AGF) para o funcionamento global. Este estudo contou com a participação de trinta mulheres obesas (Índice de Massa Corporal – IMC >=30 kg/m2), com idade média de 52,33 anos, que utilizavam os serviços de um ambulatório situado na região do Grande ABC, estado de SP. A maioria das participantes se encontrava no grau I de obesidade - 46,70%, situava-se no grau II 33,30% e 20,00% no grau III. O aumento de peso da maioria teve início nas gestações (43,30%), o segundo período onde ocorreu o início do descontrole do peso corporal foi entre os 40 aos 50 anos (20,00%). Na avaliação geral da QV, observou-se que no domínio VI ‘Aspectos Espirituais/Religião/Crenças Pessoais’ foi encontrado o maior escore médio (16,17 - DP=2,95 [equivalente a 80,83% do escore máximo que poderia ser obtido]), comparando-o com os demais domínios avaliados. Em oposição, o domínio I ‘Físico’ foi o que apresentou o menor escore médio (11,77 - DP=2,78 - 58,83%). Todas as participantes se encontravam em ineficácia adaptativa: Grupo 2 – Ineficaz Leve (26,7%), no Grupo 3 – Ineficaz Moderada (33,3%) e no Grupo 4 – Ineficaz Severa (30,0%). Quanto à avaliação do funcionamento global (AGF), notou-se que 36,67% se situavam no intervalo entre 51-60 pontos. 23,33% das participantes no intervalo entre 31-50 pontos. Apenas 23,33% tiveram pontuação acima de 70 pontos. Relacionando os resultados das avaliações, foram encontradas correlações fortes, positivas e significativas entre a avaliação da percepção de qualidade de vida, da eficácia adaptativa e do funcionamento Global.
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    Intervenção lúdico-simbólica junto a portadores de dispepsia funcional
    (Universidade Metodista de São Paulo, 2010-03-30) RÍMOLI, Fábia; OLIVEIRA, Vera M. Barros de
    O presente estudo aborda uma intervenção grupal lúdico-simbólica junto a portadores de dispepsia funcional (DF), um distúrbio gastrointestinal caracterizado por sintomas como dor ou desconforto na região superior do abdômen, sem causa orgânica. Tem como objetivo intervir de forma grupal lúdico- simbólica junto ao portador de DF; analisar o nível de estresse dessa população e relacionar os dados da intervenção frente o nível de estresse. Trata-se de pesquisa exploratório-descritiva de caráter qualitativo. A intervenção grupal utiliza-se de técnicas de imaginação e pensamento dirigido; o nível de stress é avaliado através do Inventário de Sintomas de Stress para adultos de LIPP (ISSL). Os participantes do grupo são 12, predominantemente do sexo feminino, sendo a metade entre 20 e 50 anos e os demais, acima. Através da análise de conteúdo dos dados da entrevista dirigida pôde-se observar que todos fizeram uma associação do aparecimento dos sintomas a conflitos emocionais, focalizando cenas e situações como fatores estressores e desencadeadores da dispepsia funcional. A análise simbólica das intervenções grupais tem como base teórica a psicologia analítica de Carl Gustav Jung. Os resultados demonstraram que os participantes da intervenção grupal apresentaram redução dos sintomas da dispepsia funcional e do nível de estresse, sendo que, no início oito participantes encontravam-se na fase de resistência; um na de alerta e três sem estresse e, ao final, três se encontram na fase de resistência, um permanece na fase alerta e oito sem estresse. Essa transformação ocorreu após terem considerado os sintomas como símbolos de emoções e sentimentos através das intervenções lúdico-simbólicas, e após tê-los integrados à consciência ao fazerem conexões psíquicas entre mente e corpo para reconhecerem atitudes tomadas ou a tomar e agilizar enfrentamentos para não cristalizar sintomas da dispepsia funcional, do ponto de vista da psicologia analítica.
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    Adolescentes usuárias de substâncias psicoativas
    (Universidade Metodista de São Paulo, 2010-04-05) PAIVA, Elisabete Péres Queiroz de; REZENDE, Manuel Morgado
    Esta pesquisa estudou adolescentes internadas para tratamento de dependência de drogas no Centro de Recuperação Álcool e Drogas Desafio Jovem. Objetivou descrever as características psicossociais e a psicodinâmica dessas adolescentes, além de identificar comportamentos de riscos e de proteção à saúde das participantes. Para coleta de dados, foram utilizados o Questionário de Identificação Sócio-Demográfico e Consumo de Substâncias Psicoativas, o teste projetivo H.T.P. (House-Tree-Person) e o “Inventário de Triagem do Uso de Drogas (DUSI)”. Fizeram parte do estudo 14 adolescentes na faixa de 12 a 17 anos. A maioria das adolescentes (78,57%) são filhas de pais separados. A primeira substância usada, na faixa de idade de 9 a 14 anos, foi o cigarro (42,86%), a segunda foi a maconha (35,71%), a terceira, na faixa de 9 a 15 anos foi o álcool (21,43%) e a quarta substância, na faixa de 9 a 16 anos foi o crack (35,71%). A droga predileta das adolescentes é o crack (42,9%). A carência afetiva é vista como reflexo da própria história de vida, com o desamparo, com ausência de afeto, falta de confiança, isolamento, falta de contatos sociais seguros, descontentamento com o ambiente familiar que se apresenta restritivo, apresentando vulnerabilidade que se faz presente em relação às pressões vividas no ambiente familiar. O pai se constitui quase sempre ausente na elaboração das adolescentes. Situações, como negligência, violência e abandono paterno, bem como o envolvimento com drogas lícitas e ilícitas pelos pais e outros familiares, devem ser objeto de medidas de proteção de políticas públicas de promoção de saúde familiar e comunitária e de redução de danos relacionados ao uso de substâncias psicoativas.
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    Medo, ansiedade e desconforto em viagens aéreas: fatores psicológicos e fisiológicos
    (Universidade Metodista de São Paulo, 2010-09-22) MATTOS, Danielle Accardo de; RAMOS, Renato Teodoro
    A finalidade desta tese de mestrado é enriquecer o conhecimento sobre ansiedade, medo e desconforto em viagens aéreas. Sua proposta é identificar os aspectos fisiológicos e psicológicos que estão envolvidos nas diversas etapas que constituem uma viagem de avião. A primeira etapa deste estudo foi a aplicação de escalas e questionários em 51 indivíduos, trabalhadores de empresas de grande porte e que realizavam viagens aéreas com freqüência. A etapa posterior foi relacionar os dados obtidos através dos instrumentos de avaliação. Os resultados demonstraram que a ansiedade e o desconforto estão ligados mais às etapas que precedem a viagem propriamente dita. Em relação à aeronave, o desconforto e a ansiedade estão muito mais relacionados ao movimento do avião do que a cognição que os indivíduos experimentam enquanto voam. Os dados obtidos têm uma implicação significativa no que se refere aos tratamentos utilizados para a eliminação do medo e ansiedade ao voar, sugerindo possíveis adaptações para um melhor resultado.
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    Intervenções Lúdico-musicais frente ao estresse de crianças acolhidas vítimas de violência doméstica
    (Universidade Metodista de São Paulo, 2010-09-20) POLO, Christianne Kamimura; OLIVEIRA, Vera M. Barros de
    Este estudo investiga o nível de estresse de crianças acolhidas vítimas de violência doméstica, antes e após intervenções lúdico-musicais em grupo, através de pesquisa exploratória descritiva de caráter quali-quantitativo. Caracteriza inicialmente a população da instituição, de 100 acolhidos, seu perfil sócio-demográfico, tipo de violência e motivo do acolhimento. Aplica a seguir, a Escala de Stress Infantil, ESI em 20 sujeitos, selecionados por conveniência. Realiza em seguida, intervenção com oito desses 20 participantes, também selecionados por conveniência, em oito sessões semanais, baseadas em técnicas de musicoterapia, que incluem relaxamento e atividades lúdicas, com abordagem winnicottiana. Ao final, realiza pós-teste da ESI nos 20 participantes. Os dados do perfil sócio-demográfico dos 100 acolhidos revelam 65% por cento do sexo feminino e 35% do masculino; faixa etária média de 6,66; violências sofridas por: negligência (52%); violência física (19%); dificuldade financeira (15%); abandono (12%); abuso sexual (2%). No pré-teste da ESI, foi constatado estresse em 80% dos casos, com predomínio nas meninas, sendo que o pós-teste não mostrou diferença significativa (p=0,944). A análise da intervenção mostrou-se positiva, revelando boa aceitação dos participantes, que expressaram seus sentimentos e emoções num setting acolhedor que promoveu a criatividade e a espontaneidade por meio de jogos sonoros, com abertura para novas experiências e socialização, caracterizando-se como medida de promoção da saúde da criança acolhida, com redução de seu estresse.
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    Comparação da utilização das técnicas Watsu e relaxamento aquático em flutuação assistida nos sintomas de ansiedade, depressão e percepção da dor
    (Universidade Metodista de São Paulo, 2010-06-30) ACOSTA, Antonio Maria Cardozo; RAMOS, Renato Teodoro
    Este estudo teve como objetivo comparar o efeito do método Watsu e do relaxamento aquático em flutuação assistida em piscina, no tratamento da dor crônica. Também objetiva avaliar o efeito dos sintomas de depressão e ansiedade como co-fatores nesses tratamentos. A amostra é constituída por 23 indivíduos de ambos os sexos, acima de 18 anos. No método Watsu são atendidas 13 pessoas, sendo 11 mulheres e 02 homens. Na técnica de relaxamento assistido são atendidas 10 pessoas, sendo 07 mulheres e 03 homens, entre pacientes que procuram tratamento fisioterápico no centro clínico – Escola de Fisioterapia da UMESP, com dor crônica. Os dados são colhidos através de entrevista estruturada. Aplicada escala associada para avaliar percepção de dor, questionário de avaliação de sintomas de depressão Beck, de Ansiedade Idate-Estado e Ansiedade Idate-Traço. Devido ao pequeno tamanho da amostra, as comparações entre os dois tipos de tratamento (Watsu e relaxamento) e, como os resultados obtidos são equivalentes em ambos os procedimentos, optou-se por apresentar os resultados apenas das análises por métodos paramétricos (teste t de média, regressão linear e análise de variância). Não são observadas diferenças significativas entre os dois grupos em relação aos escores de ansiedade e depressão antes e após a realização da pesquisa. Em relação à comparação entre os dois grupos pesquisados, quanto à percepção de dor, observou-se que tanto o método de Watsu quanto as técnicas de relaxamento mostram um efeito significativo na redução da dor. Esta pesquisa sugere que o método Watsu é tão eficaz para o controle da dor quanto o método de relaxamento, porém, o grupo de pacientes submetidos ao método Watsu é constituído por pessoas com níveis de intensidade de dor iniciais maiores do que o grupo de relaxamento. Com isso, pode-se supor que a demanda por eficácia clinica é maior para o método Watsu. Outro achado interessante é que os níveis de ansiedade ou depressão presentes nos participantes não parecem influenciar a resposta ao efeito do tratamento sobre a dor. Novos estudos do tipo duplo-cego controlados são necessários para, além de confirmar a eficácia do método, ajudar a entender quais detalhes dos procedimentos da técnica Watsu são mais eficazes para cada tipo de dor e de estado afetivo do paciente.
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    Ansiedade e consumo de substâncias psicoativas em adolescentes
    (Universidade Metodista de São Paulo, 2010-02-14) LOPES, Andressa Pereira; REZENDE, Manuel Morgado
    Os objetivos deste estudo foram: relacionar o consumo de substâncias psicoativas e ansiedade, verificar os níveis de ansiedade e as substâncias psicoativas mais consumidas, e associar consumo de substâncias psicoativas e ansiedade entre estudantes do ensino médio de escolas públicas e particulares da cidade de Maceió. Os estudantes e as instituições que participaram da pesquisa foram selecionados por meio de amostragem não-probabilística por conveniência. Tratou-se de um estudo de delineamento correlacional. A amostra foi de 407 estudantes, com idade de 14 a 18 anos. A pesquisa foi realizada em sete escolas, sendo quatro da rede pública estadual e três da rede particular. Os participantes responderam a um questionário sócio- demográfico; à Escala de Ansiedade do Adolescente (EAA); e a um questionário sobre o consumo de substâncias psicoativas. Foi feita a análise das relações entre consumo de substâncias psicoativas e ansiedade por meio do teste qui-quadrado e exato de Fisher. O álcool foi a substância lícita mais consumida pelos estudantes, enquanto o solvente, a substância ilícita mais consumida por esse grupo. Os participantes apresentaram maior percentual no nível moderado: 28%. Verificou-se diferença estatisticamente significativa entre o consumo de substâncias psicoativas e ansiedade nos adolescentes. O uso na vida de solventes (p=0,037) e energéticos (p=0,023); uso no ano de cigarro (p=0,043) e bebidas alcoólicas (p=0,007); e uso freqüente de bebidas alcoólicas (p<0,001) relacionou-se com ansiedade moderada. Houve diferença significativa entre consumo de substâncias psicoativas e ansiedade nos tipos de escola: Na escola pública, houve relação entre estudantes que disseram consumir cigarro na vida e no ano, e entre os que fizeram uso na vida de solventes e energéticos com ansiedade grave (p=0,022; p=0,003; p=0,010;p=0=0,44, respectivamente); e entre estudantes que afirmaram ter feito consumo freqüente de bebidas alcoólicas com ansiedade moderada (p=0,007). Na escola particular, houve relação entre estudantes consumiram bebidas alcoólicas no ano com ansiedade moderada (p=0,011). A pesquisa verificou a necessidade de se realizarem projetos de prevenção de drogas e promoção de saúde que visem aumentar a reflexão sobre o estilo de vida e ansiedade.
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    Qualidade de vida, suporte social e controle glicêmico em portadores de Diabetes Mellitus tipo 2
    (Universidade Metodista de São Paulo, 2010-12-06) FRANCO JÚNIOR, Alberto José de Amorim; HELENO, Maria Geralda Viana
    Diabetes Mellitus é uma doença crônica degenerativa que impõe uma série de limitações em função da necessidade de tratamento constante. Por isso, considerou-se que o estudo da qualidade de vida e suporte social poderia trazer conhecimento para melhorar a qualidade das intervenções para estes pacientes. O objetivo deste trabalho foi avaliar a qualidade de vida, suporte social e controle glicêmico de portadores de Diabetes Mellitus tipo2. Trata-se de um estudo descritivo e transversal, desenvolvido com 120 pacientes de ambos os gêneros, atendidos no ambulatório de endocrinologia de um hospital situado na cidade de São Bernardo do Campo. Para coleta dos dados foram utilizados os seguintes instrumentos: questionário para caracterização da população, questionário de qualidade de vida (WHOQOL-BREF) e a Escala de Percepção de Suporte Social (EPSS). Os dados referentes ao controle glicêmico foram coletados nos prontuários dos pacientes. Para análise dos dados utilizou-se à estatística descritiva e provas estatísticas (Pearson, Qui-Quadrado, Exato de Fisher, Anova e Pos-hoc). Os resultados indicaram que o domínio das relações sociais foi o que mais contribuiu a qualidade de vida. E as variáveis tempo de diagnóstico, insulinoterapia, número de dependentes, escolaridade, dieta e medicação interferiram na qualidade de vida e na qualidade do tratamento. Estes resultados chamam a atenção para que as avaliações médicas devam ser atreladas a avaliações da qualidade de vida, suporte social e também variáveis que interferem na qualidade do tratamento para que, desta forma possam redimensionar ou melhorar fazeres ligados às intervenções com estes pacientes.
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    Autoestima e ansiedade de universitárias mães e universitárias sem filhos: um estudo comparativo
    (Universidade Metodista de São Paulo, 2025-09-02) SOUSA, Tamara Priscila Silva; PORTUGUEIS, Diane
    O presente estudo busca um comparativo entre universitárias mães e universitárias sem filhos, problematizando os desafios diários e os níveis de autoestima e ansiedade apresentados por elas ao suportar duplas ou triplas jornadas, que historicamente foram atribuídas ao gênero feminino. A mulher ainda é responsável pelo trabalho doméstico não remunerado e pelas atividades de cuidado, e, caso queira estudar ou exercer uma atividade remunerada, precisa acumular todas as atividades. Para tal proposta, foi realizada a pesquisa em duas etapas: a primeira, com caráter quantitativo, contou com 198 universitárias que responderam a Escala de Autoestima de Rosenberg, a Escala de Ansiedade de Hamilton e o Questionário Sociodemográfico. Considerando que os resultados de correlação identificaram que mães universitárias apresentam autoestima mais elevada que mulheres sem filhos e que as mães apresentaram índices mais elevados de ansiedade grave, foram selecionadas 5 universitárias para participar da segunda etapa da pesquisa, em uma entrevista semiestruturada. Os resultados qualitativos indicam que as mães universitárias acreditam que a formação universitária complementa a sua identidade materna, enquanto as participantes que não são mães demonstram preocupações excessivas com demandas próprias da formação acadêmica.
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    Promovendo apoio mútuo: um estudo sobre a contribuição de grupos de ajuda para mães de crianças autistas
    (Universidade Metodista de São Paulo, 2025-08-15) PASTORELLI, Simone de Oliveira Santos; PORTUGUEIS, Diane
    Esta pesquisa teve como objetivo avaliar a contribuição de um grupo de ajuda mútua para mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para isso, foram organizados dois grupos: um grupo experimental (intervenção) e um grupo controle, cada um composto por duas mães. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas e da aplicação dos Inventários de Beck: Inventário de Depressão (BDI), Inventário de Ansiedade (BAI) e Inventário de Desesperança (BHS). Adotou-se uma abordagem qualitativa de caráter descritivo, com organização dos dados em categorias, buscando identificar semelhanças e diferenças entre os grupos. As entrevistas foram analisadas utilizando a técnica de análise de conteúdo proposta por Bardin, com o objetivo de identificar categorias alinhadas aos objetivos da pesquisa. Três meses após o encerramento da intervenção, foi retomado o contato com as participantes para investigar quais efeitos da experiência permaneciam. Embora os resultados dos inventários não tenham indicado mudanças estatisticamente significativas na avaliação pós-intervenção, os relatos das participantes revelaram impactos relevantes, especialmente no fortalecimento emocional, na construção de senso de pertencimento e na valorização do autocuidado.
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    Terapia assistida por animais: uma abordagem lúdica em reabilitação clínica de pessoas com deficiência intelectual
    (Universidade Metodista de São Paulo, 2011-03-22) VIVALDINI, Viviane Heredia; OLIVEIRA, Vera Maria Barros de
    Este estudo tem por objetivo avaliar o nível de sociabilização no comportamento da criança/adolescente com deficiência intelectual em terapia assistida por animais, TAA, e por objetivos específicos levantar o perfil sócio-demográfico-clínico dessa população, observar o comportamento da criança em atendimento mediado pela TAA e verificar a opinião dos pais/responsáveis e profissionais sobre essa terapia. A TAA é uma técnica na qual o animal é parte integrante do processo terapêutico. Enquadra-se em uma abordagem multidisciplinar, que requer a intervenção de especialistas, na qual o cão ocupa uma posição mediadora entre o paciente e os objetivos terapêuticos. A pesquisa abrange 46 sujeitos, sendo 20 pacientes, 20 pais e/ou responsáveis e seis terapeutas, e desenvolve-se em uma clínica de Reabilitação Clínica de ONG em cidade de grande porte. Foram observadas 12 intervenções em TAA, aplicada a escala com foco em sociabilização baseada em Achenbach (ASEBA)e realizada entrevista junto aos pais/responsáveis e entrevistados os terapeutas em TAA. Os resultados dos instrumentos utilizados convergem no sentido de apontar a validade da TAA como facilitadora da sociabilização das crianças/adolescentes com deficiência intelectual, com aumento da motivação e engajamento às intervenções, assim como, com repercussões positivas em sua autonomia, em seu humor e em sua organização cognitiva temporal e narrativa linguística. Os terapeutas ressaltam o componente lúdico presente nas intervenções, o qual facilita atingir seus objetivos terapêuticos. Já para os pais dos atendidos por essa abordagem, de forma unanime referem que filhos demonstram motivação e maior autonomia frente aos atendimentos. O estudo sugere novas investigações que possam dar suporte à divulgação dessa modalidade de terapia.
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    Saúde mental de internautas universitários
    (Universidade Metodista de São Paulo, 2011-02-21) MARCOS, Vanessa Pasvenskas; VIZZOTTO, Marília Martins
    O presente estudo teve como objetivo avaliar a saúde mental de internautas universitários. Trata-se de uma pesquisa com delineamento transversal e quantitativa. Participaram deste estudo 150 usuários de internet, dos gêneros, masculino e feminino, com idade entre 17 e 53 anos, estudantes universitários de diversos cursos de graduação da faculdade de saúde, de um único campus, de uma universidade privada, localizada na cidade de São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. A amostra foi selecionada por critério de conveniência, porém considerou-se a amostragem por cotas para melhor representatividade da população estudada. Os instrumentos utilizados foram o Questionário de Morbidade Psiquiátrica para Adultos (QMPA) e um questionário complementar desenvolvido para caracterização da amostra. Após coleta, os dados foram lançados e tratados estatisticamente. Os resultados mostraram prevalência de saúde mental em 58% dos internautas universitários. Entre os participantes que apresentaram sintomas de morbidade psiquiátrica (42%) prevaleceram os sintomas de exaltação do humor, ansiedade, somatização, irritabilidade e depressão, sintomas comumente referidos como transtornos psiquiátricos menores. Dos internautas estudados 55% foram considerados usuários pesados por utilizarem a internet acima de 60 horas mensais. A média de horas de acesso à internet apresentou correlação com os sintomas de morbidade psiquiátrica avaliados. Contudo estes sintomas de morbidade psiquiátrica não apresentaram diferenciação entre tipo de usuário (pesado e leve), em ambos os casos prevaleceram a avaliação de saúde mental. As horas de acesso à internet foram consideradas um dos indícios do uso patológico da internet, porém insuficiente para estabelecer qualquer diagnóstico. O uso patológico da internet mostrou-se presente em 57% dos internautas, por utilizarem a internet em detrimento de outros aspectos de suas vidas. Os sintomas de morbidade psiquiátrica apresentaram correlações positivas e significativas com as questões sobre o uso patológico da internet. Os resultados desta pesquisa sugerem que o uso patológico da internet revela-se como um novo campo de expressão de morbidades psiquiátricas já conhecidas. Deste modo, a internet não se mostra como um fator de risco para saúde mental de seus usuários. Ela seria um amplificador, uma ferramenta que facilitaria a expressão de tais comportamentos patológicos, que são provenientes de transtornos já existentes, assim como a utilização de diversas outras práticas sociais, que podem se tornar patológicas pela manifestação de diferentes transtornos do indivíduo. O presente estudo teve como objetivo avaliar a saúde mental de internautas universitários. Trata-se de uma pesquisa com delineamento transversal e quantitativa. Participaram deste estudo 150 usuários de internet, dos gêneros, masculino e feminino, com idade entre 17 e 53 anos, estudantes universitários de diversos cursos de graduação da faculdade de saúde, de um único campus, de uma universidade privada, localizada na cidade de São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. A amostra foi selecionada por critério de conveniência, porém considerou-se a amostragem por cotas para melhor representatividade da população estudada. Os instrumentos utilizados foram o Questionário de Morbidade Psiquiátrica para Adultos (QMPA) e um questionário complementar desenvolvido para caracterização da amostra. Após coleta, os dados foram lançados e tratados estatisticamente. Os resultados mostraram prevalência de saúde mental em 58% dos internautas universitários. Entre os participantes que apresentaram sintomas de morbidade psiquiátrica (42%) prevaleceram os sintomas de exaltação do humor, ansiedade, somatização, irritabilidade e depressão, sintomas comumente referidos como transtornos psiquiátricos menores. Dos internautas estudados 55% foram considerados usuários pesados por utilizarem a internet acima de 60 horas mensais. A média de horas de acesso à internet apresentou correlação com os sintomas de morbidade psiquiátrica avaliados. Contudo estes sintomas de morbidade psiquiátrica não apresentaram diferenciação entre tipo de usuário (pesado e leve), em ambos os casos prevaleceram a avaliação de saúde mental. As horas de acesso à internet foram consideradas um dos indícios do uso patológico da internet, porém insuficiente para estabelecer qualquer diagnóstico. O uso patológico da internet mostrou-se presente em 57% dos internautas, por utilizarem a internet em detrimento de outros aspectos de suas vidas. Os sintomas de morbidade psiquiátrica apresentaram correlações positivas e significativas com as questões sobre o uso patológico da internet. Os resultados desta pesquisa sugerem que o uso patológico da internet revela-se como um novo campo de expressão de morbidades psiquiátricas já conhecidas. Deste modo, a internet não se mostra como um fator de risco para saúde mental de seus usuários. Ela seria um amplificador, uma ferramenta que facilitaria a expressão de tais comportamentos patológicos, que são provenientes de transtornos já existentes, assim como a utilização de diversas outras práticas sociais, que podem se tornar patológicas pela manifestação de diferentes transtornos do indivíduo.
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    Fatores de risco e de proteção à saúde e a vida em adolescentes deficientes visuais
    (Universidade Metodista de São Paulo, 2011-02-14) SANTOS, Thaís Baleeiro dos; REZENDE, Manuel Morgado
    A condição da deficiência é observada ao longo da história da humanidade. Informações, da Organização Mundial da Saúde e do Brasil, mostram a existência no país de 3,6 milhões de pessoas com deficiências visuais, sendo 900 mil cegos e 2,7 milhões de pessoas com baixa visão. A evolução da deficiência visual está relacionada às questões, como o crescimento populacional, dificuldades econômicas, aumento da expectativa de vida, escassez de serviços especializados e falhas na prevenção. Os participantes, deste estudo, foram adolescentes com deficiência visual, possuidores de baixa visão. Foram investigados os fatores de risco e de proteção a saúde e a vida e a avaliação da qualidade de vida. O método de investigação é exploratório e descritivo, com abordagem qualitativa e quantitativa, uma obtida com a aplicação de uma escala de auto- preenchimento, que aborda a percepção dos sujeitos sobre a qualidade de vida e a outra, a partir de entrevistas individuais. As análises dos dados obtidos apresentam, que a Qualidade de Vida é percebida e avaliada por eles, positivamente, pois, não existem indicadores negativos nesta questão. Os domínios com maior predominância foram o físico e o psicológico, em que se sobressaiu em comparação aos domínios das relações sociais e meio ambiente. Em relação aos riscos, observamos que existe maior vulnerabilidade em relação à locomoção em espaço público, o nível de deficiência, a superproteção materna e familiar, a dificuldade no processo de ensino aprendizagem, isolamento, fazer escolhas, bebidas alcoólicas e sexualidade. Relatam que lidam com esses riscos por meio da estimulação dos demais sentidos, pelo uso e estimulação da visão residual, boa, meio de uma boa saúde, integração grupal, utilização dos discursos disponíveis, como tecnologia e Braille e por meio da religiosidade. Revelam que a proteção ocorre a partir da auto-estima, do suporte social, por meio de amigos e familiares, pelos professores e um processo de ensino/aprendizagem adequado a esta condição, além do lazer. As expectativas para o futuro envolvem trabalho e estudo, além de questões de desenvolvimento pessoal, profissional e social. Os adolescentes, com deficiência visual, pesquisados, buscam mais autonomia e oportunidades para atravessar os desafios desta complexa etapa do ciclo vital da mesma forma que os demais adolescentes.
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    Resiliência em trabalhadores: impacto da auto-eficácia e da percepção de suporte social
    (Universidade Metodista de São Paulo, 2011-08-26) ONÇA, Silvania da Silva; MARTINS, Maria do Carmo Fernandes
    Resiliência representa o processo dinâmico envolvendo a adaptação positiva no contexto de adversidade significativa. Estudos sobre o conceito têm aumentado com o advento da Psicologia Positiva, pelos potenciais efeitos na saúde e no desempenho dos trabalhadores. Outros conceitos importantes para a saúde circunscritos no escopo da Psicologia Positiva no contexto de trabalho são os de auto-eficácia, definida como crenças das pessoas sobre suas capacidades e/ou seu exercício de controle sobre os eventos que afetam sua vida e o de suporte social no trabalho, que compreende a percepção do quanto o contexto laborativo oferece apoio aos trabalhadores. Pouca literatura existe sobre resiliência no contexto de trabalho e nenhum estudo envolvendo os três construtos foi encontrado. Por isto, esta investigação analisou o impacto da auto-eficácia e da percepção de suporte social no trabalho sobre a resiliência de trabalhadores. Participaram 243 universitários trabalhadores da região metropolitana de São Paulo, com idade média de 23 anos (DP=6,2 anos), em sua maioria do sexo feminino (69,5%), cristãos (católicos=51,5%; protestantes=18,1%), atuantes em cargos de apoio administrativo e técnico (49,1%), oriundos de organizações de diversos ramos. Foi aplicado um questionário para coletar dados sócio-demográficos dos participantes e três escalas brasileiras válidas para medir a percepção de suporte social no trabalho (Escala de Percepção de Suporte Social no Trabalho – EPSST), as crenças de auto-eficácia (Escala de Auto-eficácia Geral Percebida) e nível de resiliência (Escala de Resiliência de Connor- Davidson – CD-RISC-10). Foram realizadas análises estatísticas exploratórias e descritivas, análises de regressão stepwise, análises de variância (ANOVA) e teste t para descrever participantes, variáveis e testar o modelo. Os dados revelaram que os universitários trabalhadores apresentam níveis de resiliência e auto-eficácia acima da média e de suporte social no trabalho, na média. Auto-eficácia se confirmou como preditor significativo de resiliência ao contrário dos três tipos de percepção de suporte social no trabalho (informacional, emocional e instrumental). Os achados indicaram a necessidade de aprofundamento sobre o tema e foi apontada a necessidade de novos estudos que auxiliem na compreensão dos resultados desta investigação.
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    Influência da ansiedade, depressão, neuroticismo e estratégias de enfrentamento na evolução clínica de pacientes cirúrgicos
    (Universidade Metodista de São Paulo, 2011-08-03) ANDRIOLO, Neusa Ribeiro; RAMOS, Renato Teodoro
    Fatores emocionais são cada vez mais estudados como determinantes da evolução clínica de pacientes cirúrgicos. O estado emocional do paciente, no período pré e pós-operatório está associado às alterações físicas e emocionais que facilitam a ocorrência de sintomas afetivos, tais como: ansiedade e sintomas depressivos, além das outras características psicodinâmicas que influenciam na recuperação do paciente cirúrgico. O indivíduo, frente a uma situação diferenciada e estressante, procura utilizar estratégias de enfrentamento que possam controlar as demandas internas e externas e atingir o melhor resultado no manejo da situação. Este estudo levantou a hipótese de que a presença de sintomas depressivos e ansiosos e a adoção de estratégias inadequadas para lidar com a situação do processo cirúrgico-hospitalar poderiam aumentar o tempo de recuperação no período pós-operatório imediato, favorecendo uma maior ocorrência de complicações e maior sofrimento do paciente e da família, bem como aumento das despesas hospitalares. Cogitou-se a possibilidade de o neuroticismo influenciar nas escolhas das estratégias de enfrentamento. Objetivo: avaliar a influência destas escolhas no período agudo de internação para um tratamento cirúrgico e no período pós-operatório imediato, e correlacionar os resultados das medidas objetivas entre si e com a evolução do quadro cirúrgico. Materiais e Métodos: A amostra foi composta por 31 pacientes do Centro de Cirurgia Geral do Conjunto Hospitalar do Mandaqui na cidade de São Paulo. A avaliação das variáveis foi executada através dos seguintes instrumentos: Inventário Traço- Estado de ansiedade (IDATE I-II de Spielberger et al.); Inventário de Depressão de Beck e Steer; Subescalas N1 e N2 de Neuroticismo de Hutz e Nunes e o Inventário de Enfrentamento de Folkman e Lazarus. A intensidade de dor foi avaliada pela escala visual analógica (VAS) descrita por Downie, et al. Resultados: Os sintomas depressivos se mantiveram inalterados na maioria da amostra, não sugerindo influência na fase trans-cirúrgica. Quanto à vulnerabilidade, os resultados se mantiveram em nível médio, sugerindo uma influência equivalente do mesmo nível de ansiedade para escolha da estratégia de enfrentamento. As estratégias predominantes foram: reavaliação positiva e suporte social, as quais poderiam influenciar positivamente ou não os sintomas pós-cirúrgicos e o menor tempo de internação. Quanto ao desajustamento psicossocial, a grande maioria apresentou índices muito baixos, o que poderia ter influenciado na escolha das estratégias e para os quais não há análise específica na literatura. Conclusão: concluiu-se que há uma influência positiva entre a escolha da estratégia de enfrentamento e menores reações sintomáticas pós-cirúrgica, o rebaixamento do estado de ansiedade e o não aumento dos sintomas depressivos. Neste estudo, apesar do nível de dor manter-se num patamar equivalente de nível médio para toda amostra, os homens apresentaram níveis mais altos de dor do que as mulheres. Observou- se, também, que a vulnerabilidade e o desajustamento psicossocial tiveram uma pequena influência sobre a maioria da amostra e mantiveram-se os índices até o momento de alta.
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    Correlações entre percepção da passagem do tempo, atenção difusa e ansiedade
    (Universidade Metodista de São Paulo, 2011-06-08) HENRIQUE JUNIOR, Nelson; RAMOS, Renato Teodoro
    O presente estudo teve como objetivo avaliar aspectos psicofisiológicos da ansiedade em particular a atenção e a percepção da passagem do tempo. Foi aplicada a escala psicométrica de ansiedade do IDATE em 180 alunos do curso de Educação Física da Universidade de São Paulo em sala de aula. Foram selecionados 15 voluntários mais ansiosos e 15 menos ansiosos foi considerado o IDATE –traço por apresentar características mais constantes da ansiedade. O experimento 1 foi a tarefa de Tempo Espontâneo onde os participantes deviam bater o dedo no botão A do joystick da forma mais regular e precisa possível por um minuto. Já no experimento 2 os participantes foram orientados a responder o mais rápido possível ao surgimento do estimulo (ponto branco 0,4 grau) com uma luminância de 80 cd/m contra um fundo cinza pressionando o botão A do joystick com qualquer dedo da mão dominante (TRS). Os estímulos eram apresentados randomicamente por 82 posições diferentes na tela do computador. Após tratamento dos dados e analise estatística, o estudo de caráter geral e exploratório apresentado aqui mostra tendências, mas não correlações significativas entre as medidas. Alguns dados, no entanto, chamam a atenção e devem ser considerados no planejamento de experimentos futuros.
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    Inteligência emocional, confiança do empregado na organização e bem-estar no trabalho: um estudo com executivos
    (Universidade Metodista de São Paulo, 2011-04-27) BARROS, Marli Cristiane; SIQUEIRA, Mirlene Maria Matias
    Estudos em ambiente laboral acerca do comportamento humano e da saúde no trabalho vêm ganhando maior número, devido à crescente busca por melhores resultados organizacionais, pois a incapacidade de controlar as próprias emoções e de se comunicar eficazmente leva a conflitos repetidos e ao decréscimo de produtividade (WEISINGER, 1997). A dimensão saúde no trabalho ganha relevância, porque saúde não é apenas ausência de doença, vai muito além — trata-se de bem-estar físico, mental e social. Existem alguns insumos básicos que podem contribuir para a promoção de saúde, como a construção de relações de confiança, que permite ao grupo compartilhar conhecimento e responsabilidades, realizando trabalho em equipe e alcançando objetivos. Outra fonte de saúde é o estado de bem-estar no trabalho, composta por satisfação no trabalho, envolvimento com o trabalho e comprometimento organizacional afetivo: satisfação no trabalho tem sido apontada como um vínculo afetivo positivo com o trabalho e tem sido definida como aspectos específicos deste vínculo as satisfações que se obtém nos relacionamentos com as chefias e com os colegas de trabalho, as satisfações advindas do salário pago pela empresa, das oportunidades de promoção ofertadas pela política de gestão da empresa e finalmente, das satisfações com as tarefas realizadas. O envolvimento com o trabalho após quatro décadas de sua concepção original pode ser compreendido mais contemporaneamente como um estado de fluxo e o comprometimento organizacional afetivo representa a concepção de ligação positiva do empregado com um empregador, de elevada identificação com os objetivos da organização e de reconhecimento sobre o quanto estar ligado àquela organização pode repercutir positivamente na vida do indivíduo. Este estudo teve como objetivo geral verificar a interdependência entre inteligência emocional, confiança do empregado na organização e bem-estar no trabalho. A pesquisa foi realizada em uma importante empresa brasileira de engenharia de construção e montagem, com uma amostra constituída por 22 participantes (altos executivos), homens e mulheres, com faixa etária entre 33 e 64 anos. Foi utilizado para a coleta de dados um questionário composto por cinco escalas que mediram as três dimensões de bem-estar no trabalho, as habilidades da inteligência emocional e as cinco dimensões da confiança do empregado na organização. Os resultados do estudo revelaram que apenas a confiança do empregado na organização teve correlações significativas com as dimensões de bem-estar no trabalho. A correlação mais alta e significativa se deu entre padrões éticos e comprometimento organizacional afetivo. Não houve nenhuma correlação significativa entre inteligência emocional e bem-estar no trabalho.