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Navegando Dissertações por Autor "ALMEIDA, Jane Soares de"
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Item Educação Física escolar e as práticas educativas: estereótipos masculinos/femininos(Universidade Metodista de São Paulo, 2010-03-01) SANTOS, Narciso Mauricio dos; ALMEIDA, Jane Soares deAs práticas educativas e os desafios enfrentados pelos professores e professoras de Educação Física em relação a adotar uma postura que contemple o trabalho com turmas heterogêneas constituem-se em um processo de construção social e histórico amparado por legislação, mas, que também vem sendo tratado e discutido por diversos pesquisadores da área. No âmbito deste contexto, os objetivos desta pesquisa tiveram como ênfase (a) pensar sobre o corpo e as práticas educativas da Educação Física escolar direcionadas por professoras e suas possíveis relações na construção dos estereótipos masculinos e femininos, (b) averiguar e apontar como os corpos são construídos sob o olhar de referências, atributos e culturas advindas das relações de gênero e (c) investigar se as questões de gênero imbricadas no campo da formação profissional, até por conta da herança militarista da Educação Física, tem relevância para a criação destes estereótipos entre homens e mulheres, tendo em vista através de dados teóricos que a área possui uma forte tendência a masculinização. Nesta perspectiva, a pesquisa teve como eixo metodológico, um estudo descritivo de análise qualitativa com técnicas de entrevistas semi-estruturada para a obtenção de dados empíricos, neste caso específico priiorizou-se somente a professoras que atuam diretamente nos quatro níveis escolares (educação infantil, ensino fundamental I, ensino fundamental II e ensino médio), e também algumas observações das aulas das mesmas. O foco dos questionamentos nestas entrevistas emergiu com as seguintes problemáticas: - Durante as práticas educativas o corpo feminino é mais qualificado ou desqualificado para as atividades esportivas? - Como as professoras de Educação Física vêem as atividades práticas, lecionando para meninos? - Os alunos (meninos) aceitam ou repudiam a presença da professora? - A escola e as aulas de Educação Física contribuem para fortalecer valores conservadores em relação às questões de gênero? - Na formação do profissional em Educação Física, as diferenças entre homens e mulheres ultrapassam divergências físicas ou sexuais? - As Instituições de Ensino Superior no âmbito da formação em Educação Física estão tratando as questões de gênero, tendo em vista a tendência militarista que preconizava a masculinidade? Pensando nestas problemáticas destacadas, o referencial teórico se valeu dos escritos sobre gênero, da crítica teórica feminista e das atuais publicações na área da Educação e especificamente da Educação Física escolar para justificar os possíveis apontamentos investigados. As contribuições da pesquisa pautaram-se na apresentação de dados sustentáveis que reforçam a importância da discussão sobre questões de gênero no espaço escolar, prioritariamente na formação do profissional de Educação Física.Item Educação, missão e gênero: as cartas de Martha Hite Watts (1881-1895)(Universidade Metodista de São Paulo, 2010-03-11) LOPES, Lúcia Helena Coelho de Oliveira; ALMEIDA, Jane Soares deO presente estudo analisou a implantação e a prática educativa do trabalho da missionária metodista norte-americana Martha Hite Watts na virada do século XIX e início do século XX, na cidade de Piracicaba, situada no estado de São Paulo. Os eixos de análise para interpretar as interfaces históricas do período baseiam-se em três aspectos: gênero, educação e missão. Martha Watts, é considerada a primeira educadora metodista no Brasil. Sua atuação se deu a partir de 1881, na cidade de Piracicaba, onde fundou o Colégio Piracicabano, que permanece em funcionamento até o presente momento. Sua experiência educacional foi relevante para o desempenho das escolas metodistas ao adotar uma pedagogia inovadora, nos moldes dos países europeus e de sua terra natal. No Brasil do final do século XIX, Martha Watts mostrou determinação ao enfrentar as diferenças de uma nova cultura e novo ambiente com hábitos, gestos e palavras estranhas para ela. O estudo procurou, a partir do diálogo com as cartas deixadas pela missionária, contribuir para a linha de pesquisa em História da Educação Brasileira. A obra da missionária Martha Watts se configura como um valioso legado para o estudo da História da Educação, História das Mulheres e Gênero.Item Os conflitos, barreiras e conquistas das relações de gênero na educação infantil: as relações dos educadores e educadoras de uma creche(Universidade Metodista de São Paulo, 2010-03-10) LOPES, Elsa Santana dos Santos; ALMEIDA, Jane Soares deA presente pesquisa apresenta-se em uma perspectiva qualitativa, de cunho etnográfico. Analisa as relações estabelecidas entre os educadores e educadoras que trabalham com a educação infantil, sob a ótica das relações de gênero. Inicialmente, discute o percurso histórico da Educação Infantil nas principais Leis e Documentos que orientam a Educação Brasileira sob a ótica de gênero. Em seguida, em uma trajetória reflexiva, a análise passa a ser inspirada nos estudos da categoria gênero, e traz reflexões importantes acerca da sua definição, bem como do seu contexto histórico, político e social, segundo as autoras Joan Scott, Guacira Lopes Louro, Fúlvia Rosemberg e Jane Soares de Almeida. O foco da pesquisa está direcionado nas relações que se estabelecem entre os educadores e educadoras das instituições de educação infantil. E a repercussão dessas relações na educação das crianças pequenas. Muitos são os conflitos e barreiras da educação infantil sob a ótica de gênero. Porém, ao longo dos anos várias conquistas foram alcançadas na perspectiva das relações de gênero nessa modalidade de ensino. Ao se analisar as relações entre educadoras e educadores de uma creche, verificou-se que as relações estabelecidas na educação infantil apresentam-se como uma das formas de introdução de meninos e meninas na vida social. E, pensar na interação entre os pares, sejam eles grandes ou pequenos, meninos e meninas é oportunizar as mais variadas compreensões de si, do outro e da realidade.
