Navegando por Autor "PEDROSA, Douglas de Souza"
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Item As deportações de Judá para a Babilônia sob novas perspectivas: uma exegese de Jr 29,1-15 à luz dos tabletes de Āl-Yāḫūdu(Universidade Metodista de São Paulo, 2022-08-01) PEDROSA, Douglas de Souza; KAEFER, José AdemarA presente pesquisa propõe novos olhares para as deportações de Judá efetivadas pelo império babilônico, no século VI AEC. Para tal fim, apresentamos a análise exegética de Jr 29,1-15 à luz dos tabletes em cuneiforme acadiano de Āl-Yāḫūdu. Neste trabalho, visamos observar a vida material dos judaítas deportados e sugerir onde se localizam as possíveis reverberações da carta aos deportados na Babilônia (Jr 29,1-15). A exegese do texto bíblico faz parte do bloco de Jr 27-29, que procura amenizar o conflito existente devido ao movimento anti-Babilônia em Judá e também na Babilônia. Desta forma, a carta enviada aos deportados busca legitimar a permanência e pacificidade dos judaítas na nova residência. Logo, a ênfase que damos na análise exegética se concentra no uso intensivo que ela faz dos verbos no imperativo, o que nos indica que o autor da carta pretende atingir os seus ouvintes. Além de despertá-los, o texto carrega diretrizes que deviam ser cumpridas emergencialmente e, em razão disso, propusemos analisar a resposta dos judaítas pelo que consta na cultura material, isto é: a nossa análise se dá a partir dos tabletes de Āl-Yāḫūdu. Portanto, selecionamos para esta pesquisa quatro documentos, que fazem parte de um corpus maior, formado por aproximadamente 250 tabletes. Os textos de Āl-Yāḫūdu são fontes escritas por escribas babilônicos em cuneiforme acadiano, que documentavam as atividades dos judaítas, sobretudo, suas transações comerciais na zona rural. Os tabletes cobrem 95 anos da vida material dos judaítas assentados em aldeias. Dessa maneira, tornou-se possível estudar quatro gerações de indivíduos que residiam às margens dos rios da Babilônia. 15 anos após a deportação de 597AEC temos o primeiro registro de judaítas neste império. Por outro lado, o último tablete data de 477 AEC (9º ano do reinado de Xerxes). Finalmente, sob as análises de fontes distintas (exegese bíblica e cultura material), procurou-se chegar às conclusões propositivas para o estudo da deportação babilônica. Além de apresentar novas informações, a intertextualidade entre a exegese bíblica e os tabletes de Āl-Yāḫūdu, também propõe novas e possíveis perspectivas para o estudo deste importante evento da Bíblia hebraica.
