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Navegando por Autor "FREITAS, Silvia Perrone de Lima"

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    Formação de professores(as) e relações interpessoais: um estudo em São Bernardo do Campo
    (Universidade Metodista de São Paulo, 2009-03-10) FREITAS, Silvia Perrone de Lima; BAHIA, Norinês Panicacci
    Este trabalho investiga as relações interpessoais entre professores(as) e formadores(as), tendo como foco o(a) Professor(a) de Apoio Pedagógico (PAP), na Prefeitura de São Bernardo do Campo. Analisa a complexidade que envolve o trabalho formativo e verifica as relações estabelecidas entre estes pares: hierarquia, intervenções formativas, relações de poder, trabalho coletivo e veiculações de conhecimento. O(a) PAP ao final do ano é avaliado(a), num passado recente, pelo grupo, e atualmente, pelo(a) diretor(a) e referendado a assumir a função no ano seguinte, dando continuidade ao seu trabalho ou não. Se não referendado, volta para a sala de aula. Observa-se que alguns(mas) PAP’s vem conseguindo ser referendados(as) e mantém-se há dez anos na função. A questão desta pesquisa é: O que leva o(a) formador(a) de professores(as) a conseguir tal legitimidade do grupo? Foram realizadas entrevistas, com vistas a uma abordagem metodológica de Histórias de Vida com análise das trajetórias formativas e profissionais de sete PAP´s (três que estão na função desde 1998, quando da sua criação, e quatro que estão na função desde 2007). Os referenciais teóricos estão ancorados em Antònio Nóvoa quando discute identidade e autoconhecimento do(a) professor(a); Paulo Freire na abordagem sobre dialogicidade como prática da liberdade; Madalena Freire quando analisa a resistência e constituição de grupo. A conclusão da pesquisa aponta que para conquistar a legitimidade do grupo, o(a) formador(a) deve estar atento para não cair na armadilha da burocracia, a qual por muitos anos tem feito parte das instituições escolares, promovendo enquadramento e controle; também não deve se aprisionar na arrogância que a posição gestora pode suscitar. Para conquistar a legitimidade do grupo, a capacidade de enfrentamento dos medos e conflitos através do diálogo como prática da liberdade é fundamental e, neste sentido, construir uma identidade formadora da qual faz parte o ouvir atento e o observar apurado dos movimentos do grupo, demanda uma postura ética em que as relações se constroem através do respeito, amorosidade, fé nos homens e criticidade.
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    Proposições para o enfrentamento da crise dos cursos de formação docente: o Programa Institucional das Licenciaturas da UMESP
    (Universidade Metodista de São Paulo, 2018-06-19) FREITAS, Silvia Perrone de Lima; SOUZA, Roger Marchesini de Quadros; FURLIN, Marcelo
    O objeto desta pesquisa de cunho qualitativo tem como centralidade a crise enfrentada pelos cursos de licenciatura, gerada pelo baixo interesse da juventude pela profissão docente. O problema que norteia a investigação está relacionado à compreensão geral do fenômeno, em especial, a gênese da crise e o entendimento do por que tantos cursos ligados à área da educação estão sendo fechados. O objetivo central desta pesquisa é contribuir para uma reflexão sobre as licenciaturas e profissão docente, estudando os caminhos de enfrentamento escolhidos pela Universidade Metodista de São Paulo, em especial, pelo Programa Institucional das Licenciaturas (PIL). A base teórica para este estudo encontra-se em Alves (2013) e Sennett (2004), quando discutem a nova morfologia social do trabalho gerada pelo capitalismo global e seu impacto na profissão docente. Também como aporte teórico, Gatti, Barreto e André (2011) contribuem com o debate ao analisarem as políticas de formação docente e ações de valorização do professor para a melhoria da qualidade da Educação Básica. Outros estudos que auxiliam as reflexões da temática são os realizados pela Fundação Carlos Chagas (2009) e suas pesquisas sobre a baixa atratividade da carreira docente. A investigação contou com estudo de caso descritivo referente ao PIL por meio de análise documental, revisão bibliográfica e entrevistas semiabertas com cinco sujeitos envolvidos diretamente com o programa. O estudo possibilitou a confirmação da hipótese de que a crise das licenciaturas nasce de uma crise maior gerada pelo sistema capitalista, que se revela por exacerbada relação de competitividade e por relações flexíveis e voláteis entre tempo e espaço, as quais exigem trabalhadores mais ágeis e que atendam aos paradigmas emergentes de uma sociedade impaciente. Nossa época está nesta perspectiva, marcada por uma nova morfologia social do trabalho, que é gerada por uma estrutura de poder e controle que afeta as relações sociais e laborais, não excluindo a profissão docente.

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